domingo, 8 de janeiro de 2012

No sofá, às compras no primeiro shopping virtual

Não apanhámos trânsito, nem gastámos gasolina. Bem-vindo ao primeiro shopping virtual do mundo. E é português.

Se gosta muito de fazer compras, este texto é para si. Mas se odeia centros comerciais, também vai gostar de saber que já não precisa de lá ir para fazer todas as compras de que precisa. Comece 2012 com novos hábitos e passe a ir ao centro comercial sem sair do sofá. Sim, isso já é possível desde que o Brandsbreeze, o primeiro shopping virtual do mundo abriu, em finais de Novembro. "Este é um espaço online, onde as marcas estão presentes de forma permanente e mantendo a sua identidade e valores, visto serem replicadas para o online em 3D, baseando-se num loja física", explica Miguel Diniz, um dos responsáveis por este projecto, integralmente português.

Na prática, basta aceder ao site (www.brandsbreeze.com) e entrar nas lojas que quiser, sem o mínimo esforço. No limite, três dias depois entregam-lhe as compras em casa. Mas isso já se pode fazer nos sites das próprias marcas, dirão os mais cépticos. "Sim, mas numa loja monomarca estamos limitados somente ao tipo de produto que a marca vende e aos produtos dessa marca, quando vamos para um espaço comercial com uma oferta vasta, podemos comprar, por exemplo, o chamado ‘look' total, desde o chapéu, passando pelo têxtil aos sapatos e aos acessórios e ainda encontramos produtos e serviços como óptica, relojoaria, arte, decoração, cosmética, perfumaria", explica Miguel Diniz. Ou seja, é igual aos centros comerciais físicos: num único espaço encontra toda a oferta que procura.

Para já, "estão a funcionar para o mercado ibérico 12 lojas, e estão previstas abrir durante este mês mais oito lojas", garante Miguel Diniz. E entre as lojas que vão abrir este mês estão a Parfois, Boticário, Companhia das Quintas (Vinhos) e Everything is New (bilheteira). "O objectivo até final da estação é completar os dois primeiros pisos do shopping, ou seja 24 lojas", diz o responsável, que continua: "e começar a próxima estação, Primavera-Verão 2012, com três pisos completos ou seja 36 lojas. Aliás, temos cerca de 15 lojas adjudicadas para a próxima estação e várias marcas que estão a ser fechadas em termos de proposta."

Algumas destas propostas são de marcas como Ipanema, Melissa, Lanidor, Quebramar, Globe, LA Kids, Casa Batalha ou Nike, que vão estar disponíveis já a partir da próxima estação. Mas, a ideia é também entrar em segmentos que não moda, como a electrónica, livros e supermercado. A ideia é que seja possível fazer todas as compras (mesmo todas!) sem ter de sair de casa.

E sem ter de se preocupar a logística para tudo isto funcionar na perfeição. Afinal, os gestores que estão à frente do projecto Brandsbreeze são os mesmos que estão responsáveis pelo tão afamado Clube Fashion, ‘website' de oportunidades ‘lifestyle', que é já o maior sítio de ‘e-commerce' português com mais de 1,5 milhões de membros inscritos. Na sequência do Clube Fashion e da sua relação de seis anos com muitas das principais marcas de moda, e à medida que a procura aumentou, surgiu a ideia de desenvolver "um portal onde fosse possível inserir essas marcas, para que o investimento em IT e marketing online fosse compensatório e permitisse uma rentabilidade elevada", explica Miguel Diniz.

Desengane-se quem pensa que o Brandsbreeze é só uma extensão do Clube Fashion. Ao contrário do Clube Fashion, um site de oportunidades - produtos que as marcas escoam para venda online com descontos atractivos -, no Brandsbreeze tudo funciona como nas lojas físicas: as lojas gerem os seus ‘stocks' de uma forma centralizada. Assim que integrarem o Brandsbreeze na sua cadeia de retalho, os produtos que se encontram são os mesmos que existem nas lojas. E por isso tem acesso à ultima colecção da marca e a toda a colecção, já que o produto que encontra no Brandsbreeze é o mesmo que está nas lojas físicas. Caso a marca tenha várias colecções durante a estação, então terá que ir alternando essas colecções também no Brandsbreeze", garante Miguel Diniz, que deixa uma promessa: "no Brandsbreeze, o cliente pode contar com novidades e promoções semanais e com campanhas globais do shopping". Significa que pode também contar com a tradicional época de saldos neste centro comercial virtual.

A Brandsbreeze só abriu a meio de Novembro. É por isso difícil fazer um balanço das compras feitas no shopping virtual. Os responsáveis preferem falar nos números certos, como os 10 mil utilizadores registados. Mas a avaliar pelos 100 euros por hora que o Clubefashion chega a vender - só na época natalícia -, não se espera outra coisa deste novo shoping online: que rapidamente ganhe mais clientes e faça dinheiro.

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