sábado, 10 de julho de 2010

O diálogo da bolsa

PRIMEIRO ATO

Esposa e Esposo se preparam para sair e estão no processo de escolher que roupa usar. Esposo pega camisacalçameiacintosapato e avisa que está pronto. Vai se sentar para esperar. Esposa decide que naquele dia está com vontade de montar um look vermelho. Escolhe primeiro a meia calça. Então escolhe uma saia para combinar. Em seguida escolhe uma camisa com cores próximas. E escolhe a Melissa no mesmo tom. Por último vai escolher a bolsa, quando...

Esposa: - Como assim eu não tenho uma bolsa vermelha?!?!?! COMO ASSIM?!?!?!

Esposo: - Quê?

Esposa: - EU NÃO TENHO UMA ÚNICA BOLSA VERMELHA!!! Como pode??? Como sobrevivi esses anos todos sem uma bolsa vermelha???

Esposo: - Se sobreviveu é porque não precisa de uma bolsa vermelha.

Esposa: - Mas agora virou um item de primeira necessidade! Preciso pra ontem! É simplesmente impossível passar sem uma bolsa vermelha! E agora, como vou terminar meu look?

Esposo olha para a dezena de bolsas de todas as cores imagináveis, mas é perspicaz o suficiente para não comentar mais nada.

Esposa: - Ah, deixa pra lá, você não vai entender mesmo.

Esposo: - Mulheres...

Fim do primeiro ato.

SEGUNDO ATO

Filha conversa com Mãe e em meio a vários outros assuntos, comenta também o caso da bolsa.

Filha: - Já sei o que quero de presente, uma bolsa vermelha! Acredita que outro dia eu fui sair e descobri que não tenho uma única bolsa nessa cor???

Mãe: - Nãããããããããããoooooooo acreditooooooo!!! Como pode??? Você não tem uma bolsa vermelha???

Filha: - Não!!! Já pensou??? Não sei como sobrevivi tanto tempo sem uma!!! Que absurdo!!!

Mãe: - Absurdo mesmo!!! Uma bolsa vermelha é muuuuuuuuito útil!!! Sua tia me deu uma que eu adoro e uso di-re-to! Pode deixar, vou procurar uma pra você! Prefere vermelha mesmo ou vinho?

Filha: - Vermelha!!!

Fim do segundo ato.

TERCEIRO ATO

Esposa e Esposo vão para o shopping e passam por uma loja que vende, dentre outras coisas, também bolsas.

Esposo: - Olhe aí, uma bolsa vermelha como você queria.

Esposa: - Isso não é vermelho, é telha.

Esposo: - E telha não é vermelho?

Esposa: - Não. Telha é telha, vermelho é vermelho. Eu quero uma bolsa ver-me-lha.

Esposo: - Mulheres...

Fim do terceiro ato.

Os personagens não são fictícios, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

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